Nossa história
Por que criei a À la Carte
A À la Carte não nasceu de uma única experiência ruim em um restaurante. A ideia foi crescendo depois de muitas pequenas situações que se repetiram durante anos — em restaurantes, bares, cafés, padarias onde vou tomar café da manhã e tantos outros lugares.
Cada vez que alguma coisa dificultava uma escolha que deveria ser simples, eu pensava: deve existir uma maneira melhor de fazer isso.
Tem que existir uma maneira melhor
Às vezes, o cardápio era difícil de ler. As letras eram pequenas, a iluminação era ruim e eu precisava usar o celular para iluminar a página ou ampliar o texto.
Outras vezes, eu não entendia o nome de um prato ou de algum ingrediente.
Já passei vários minutos escolhendo o que pedir para descobrir, quando o garçom chegou, que aquele prato não estava disponível.
Já vi preços corrigidos com fita, adesivos e anotações à mão. Cardápios com folhas soltas, páginas fora de ordem e pratos especiais acrescentados em pequenos papéis presos ao cardápio.
Também já pedi comida demais simplesmente porque não havia nenhuma informação sobre o tamanho da porção.
E percebi que fazia quase sempre as mesmas perguntas:
- Qual é a especialidade da casa?
- Quais são os pratos mais pedidos?
- O que você recomenda?
- Esse prato é grande?
- Dá para dividir?
- É apimentado?
- Tem uma foto?
Muitas vezes vi um prato chegando à mesa ao lado e precisei perguntar ao garçom o que era.
Em uma ocasião, em um restaurante listado pelo Michelin, alguém pegou o próprio celular para me mostrar a foto de um prato.
A foto existia.
A informação existia. Ela simplesmente não estava no cardápio.
E cada vez que alguma coisa assim acontecia eu pensava que alguém deveria fazer alguma coisa a respeito.
Com o tempo, essa ideia foi crescendo.
Até que decidi criar uma primeira versão simples de um cardápio digital e tentar convencer restaurantes a oferecerem também essa opção aos seus clientes.
Eu não queria substituir o cardápio de papel
Eu gosto de cardápios de papel.
E sempre achei que eles deveriam continuar existindo para quem prefere usá-los.
Na verdade, algumas das coisas de que mais gosto em um bom cardápio de papel têm muito pouco a ver com uma simples lista de pratos.
Alguns restaurantes usam o cardápio para contar quem são.
Contam a história da casa.
Apresentam o chef.
Falam sobre seus valores.
Explicam um ingrediente diferente.
Contam de onde aquele ingrediente veio ou por que determinado prato é preparado daquela maneira.
Sou de São Paulo e isso é especialmente interessante para mim.
O Brasil tem uma diversidade enorme de ingredientes. Existem ingredientes da Amazônia, do Norte e de tantas outras regiões que eu nunca tinha ouvido falar.
Quando um restaurante me explica esses ingredientes, eu quero ler.
Quero aprender.
Isso também faz parte da experiência.
Foi aí que percebi que simplesmente reproduzir um cardápio convencional na tela de um celular não seria suficiente.
Por que um cardápio digital não poderia contar essas histórias também?
Um restaurante é muito mais do que seus pratos
Existe uma pequena pizzaria perto da minha casa que representa muito bem isso.
Vamos lá com frequência.
Em determinado momento, o pizzaiolo não pôde trabalhar em um fim de semana. O dono resolveu aprender a fazer as pizzas.
Hoje, basicamente, trabalham ali ele, um ajudante e sua filha.
Ele é um gerente de banco aposentado. Não abriu aquele lugar porque precisava. Trabalha ali porque queria continuar fazendo alguma coisa de que gostasse.
Todos os dias ele prepara uma quantidade limitada de massa.
Quando a massa acaba, a pizzaria fecha.
Eu mesmo já vi pessoas chegarem e precisarem ir embora porque não havia mais pizza.
É melhor chegar cedo. Depois das oito da noite pode ser necessário esperar por uma mesa. Depois das nove, existe até o risco de não haver mais pizza.
Não há entradas.
Não há sobremesas.
Há pizza, refrigerante, água, sangria e vinho.
E as pizzas são muito boas.
Mas isso ainda não conta toda a história daquele lugar.
Eles têm playlists incríveis, escolhidas para cada dia. Nunca querem compartilhá-las comigo, apesar de eu continuar tentando convencê-los.
E existe a decoração.
Objetos de épocas diferentes, lugares diferentes e aparentemente sem qualquer relação entre si.
Por que aqueles objetos estão ali?
De onde vieram?
Existe uma história por trás deles?
Eu gostaria de saber.
Porque quando vou àquela pizzaria, não estou simplesmente consumindo uma pizza.
Estou vivendo aquele lugar.
E comecei a pensar que um cardápio digital também poderia ajudar um restaurante a contar esse tipo de história.
O digital poderia fazer mais
Ao mesmo tempo, existem várias coisas muito práticas que o papel torna mais difíceis.
Por que, quando termino o prato principal, preciso chamar o garçom apenas para pedir o cardápio de sobremesas?
Depois esperar novamente se quiser consultar os vinhos?
E novamente se quiser escolher um café?
Por que essas informações não podem simplesmente estar disponíveis quando eu quiser consultá-las?
E por que um chef precisa imprimir outro pedaço de papel quando encontra uma excelente oportunidade com um fornecedor e decide preparar um prato especial durante aquele fim de semana?
Por que não poderia publicar esse prato imediatamente?
E retirá-lo quando acabar?
Restaurantes estão sempre mudando.
Pode existir um prato especial naquele fim de semana.
Um jantar de Dia dos Namorados.
Um cardápio de Natal ou Réveillon.
Um jantar harmonizado com vinhos.
Uma experiência especial.
Um ingrediente excepcional que chegou naquela manhã.
Um evento que acontecerá na próxima semana.
Um cardápio digital não precisa ser estático.
Ele também pode reunir informações que muitas vezes já aparecem no cardápio de papel: horários, formas de pagamento, redes sociais, telefone, políticas da casa e orientações importantes para os clientes.
E pode fazer algo que o papel dificilmente consegue fazer: acompanhar o restaurante enquanto as coisas mudam.
E depois da refeição?
Outra pergunta começou a me incomodar.
Por que minha relação com o restaurante precisa terminar quando termina a refeição?
Se tive uma experiência excelente, por que não posso contar isso diretamente ao restaurante?
Uma avaliação pública no Google precisa ser a única maneira?
O restaurante não gostaria também de saber diretamente que alguma coisa foi maravilhosa?
Ou entender quando alguma coisa poderia ter sido melhor?
Restaurantes investem tanto esforço para criar uma boa experiência.
Faz sentido que também possam escutar quem acabou de vivê-la.
O que eu não queria construir
Conforme a À la Carte foi crescendo, tomei outra decisão importante.
Eu não queria criar uma plataforma de delivery.
Já existem empresas dedicadas a isso.
Também não queria transformar a À la Carte em um sistema de autoatendimento em que o cliente faz todo o pedido sozinho pelo celular.
Entendo que esse modelo pode ser útil para determinadas operações, especialmente em alguns estabelecimentos pequenos ou com uma proposta diferente de atendimento.
Mas não é essa a experiência que quero ajudar a criar.
Porque existe uma parte do restaurante que não quero que a tecnologia elimine.
A atenção do garçom.
A conversa.
Uma recomendação.
A simpatia.
Um sorriso.
Essas coisas importam.
Tecnologia pode informar. Hospitalidade é outra coisa.
Eu acredito que donos de restaurantes, gestores e chefs querem proporcionar aos seus clientes a melhor experiência possível.
Querem que as pessoas se sintam bem.
Que aproveitem aquele momento.
Que famílias e amigos tenham boas lembranças juntos.
E acredito que nós, clientes, queremos exatamente a mesma coisa.
Quando vou a um restaurante, quero me sentir bem.
Quero aproveitar o momento.
Quero sair com uma boa lembrança.
Às vezes, até com uma história para contar.
Por isso, não quero que a À la Carte substitua o garçom ou transforme o restaurante em uma simples transação digital.
Quero quase o contrário.
Quero que ela elimine atritos desnecessários para que a parte humana da experiência tenha mais espaço.
O cliente não deveria precisar chamar o garçom simplesmente para pedir o cardápio de sobremesas.
Mas pode querer perguntar a ele qual sobremesa recomenda.
Não deveria precisar esperar alguém trazer a carta de vinhos.
Mas pode querer conversar com alguém que realmente entende dos vinhos da casa.
Não deveria precisar perguntar qual é a especialidade porque essa informação estava ausente.
Mas pode querer ouvir do garçom por que ele pessoalmente recomenda aquele prato.
A tecnologia pode disponibilizar informação.
A hospitalidade oferece algo diferente.
A À la Carte deve respeitar essa diferença.

Por que não oferecer as duas opções?
Mesmo hoje, a maioria dos restaurantes que frequento não oferece um cardápio digital.
Vi poucos que oferecem.
E estive em apenas um restaurante em que o digital era a única opção — e mesmo naquele lugar precisei da ajuda do garçom para conseguir usá-lo.
Por isso, nunca enxerguei a À la Carte como uma substituição obrigatória do cardápio de papel.
O cliente deve poder escolher.
Quem prefere papel, usa papel.
Quem prefere digital, usa digital.
Mas, se vamos oferecer uma opção digital, ela pode ser muito mais do que um QR Code que abre um PDF.
Ela pode ajudar o cliente a entender os pratos.
Ver como são.
Descobrir os mais pedidos.
Entender o tamanho das porções.
Conhecer ingredientes diferentes.
Saber o que está disponível naquele momento.
Descobrir pratos especiais.
Conhecer próximos eventos.
Ler a história do restaurante.
Entender quem é o chef e o que torna aquela casa especial.
Consultar bebidas, sobremesas ou cafés quando quiser.
E conversar com o restaurante depois da experiência.
Antes mesmo da visita, o mesmo cardápio pode ajudar alguém a conhecer melhor a casa e decidir se gostaria de ir até lá.

Boa comida aproxima as pessoas.
Quem nunca teve uma experiência tão boa em algum lugar que depois voltou com a família ou com amigos porque queria que eles também conhecessem aquele lugar?
Isso diz muito sobre o que um restaurante representa.
Sair para jantar, tomar café da manhã em uma padaria, dividir uma pizza, conhecer um novo restaurante ou voltar àquele lugar de que gostamos é quase sempre muito mais do que simplesmente comer.
É sobre as pessoas que estão conosco.
As pessoas que nos recebem.
O ambiente.
As histórias.
A conversa.
A comida.
E as lembranças que levamos conosco depois.
É isso que a À la Carte está se tornando para mim.
Não apenas um cardápio digital.
E não um sistema criado para substituir pessoas.
Uma maneira de o restaurante apresentar sua identidade, sua comida e sua história — e de o cliente ter acesso às informações que deseja, quando deseja, sem retirar a hospitalidade que torna aquele momento especial.
Boa comida aproxima as pessoas.
A À la Carte deve ajudar a tornar esse momento ainda melhor, e nunca ficar no caminho dele.
Conheça o que estamos construindo.
A À la Carte foi criada para ajudar restaurantes a apresentar melhor sua comida, sua história e sua hospitalidade — antes, durante e depois da visita.